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O Reiki foi sistematizado no Japão no ano de 1922 por Mikao Usui, nascido em 15 de agosto de 1865 e falecido em 09 de março de 1926.

A denominação original desta técnica era Shin Shin Kaizen Usui Reiki Ryoho, o que pode ser entendido como Método de Usui, por meio da energia sutil, para promover a melhoria do corpo e da mente. Posteriormente houve abreviação na forma de se referir a esta técnica para Usui Reiki Ryoho e atualmente ela é conhecida apenas pelo termo Reiki.

Qualquer pessoa pode realizar a formação no primeiro nível do Reiki, não havendo pré-requisitos, pois como já dito anteriormente, o Reiki é um sistema que possui teoria própria sobre a terapêutica baseada na energia universal, que naturalmente passa a ser canalizada pelo reikiano após a sintonização realizada por um instrutor habilitado.  Deve ficar claro que a partir do primeiro nível, é plenamente possível ao reikiano aplicar a técnica em si mesmo e em outros, podendo atuar também junto a grupos de voluntariado.

No manual de Mikao Usui essa questão também é respondida:

Qualquer pessoa pode ser iniciada nas técnicas do Usui Reiki Ryoho? Sim, claro. Homens e mulheres, jovens e idosos, médicos e pessoas sem formação acadêmica que sigam princípios morais com certeza podem aprender (…) (Petter, 2013, p. 77)

A Portaria Nº 145, de 11 de janeiro de 2017 do Ministério da Saúde, define uma Sessão de Reiki como uma prática de imposição de mãos que usa a aproximação ou o toque sobre o corpo do sujeito com a finalidade de estimular os mecanismos naturais de recuperação da saúde, podendo esta sessão ser recebida por pessoas de ambos os sexos, sem idade mínima ou máxima. Essa definição, a nosso ver, é satisfatória por dois aspectos. Primeiro, por não ter definido propriamente o Reiki como a imposição de mãos, o que é um reducionismo muito comum. O Reiki é um método que possui várias técnicas e procedimentos, sendo a imposição de mãos extática apenas uma delas, embora muito comum no ocidente. Portanto ao utilizar o termo Sessão de Reiki, faz-se referência a um procedimento pertencente a um todo maior. O segundo aspecto, é quando cita a finalidade de estimular os mecanismos naturais de recuperação da saúde. Essa frase contém uma ideia que concordamos e defendemos nos cursos que ministramos: o Reiki por si só não cura as doenças, mas sim, propicia condições que favorecem a que os próprios mecanismos naturais do receptor do Reiki recuperem seu dinamismo e potência natural para alcance de equilíbrio e saúde.

O Reiki não é uma religião, culto ou seita, e o terapeuta que trabalhe com o Reiki, deve evitar misturar suas crenças pessoais com a prática terapêutica. O Reiki pode ser aplicado e recebido por pessoas qualquer orientação religiosa ou não religiosa.

O Reiki não realiza diagnósticos e também não depende de diagnósticos para ser aplicado.

O próprio sistematizador do Reiki, em seu manual, diz que não usamos remédios nem instrumentos. Usamos somente as técnicas de mirar fixamente, soprar, acariciar, golpear ou tocar levemente. (Petter, 2013, p 75). Portanto, o profissional de Reiki não pode indicar medicamentos ou sugerir abandono de medicamentos ou outros tratamentos. Para uma Sessão de Reiki, também não há qualquer necessidade de se despir, pois um dos pressupostos básicos é que a energia vital universal que é canalizada pelo reikiano é de natureza muito sutil, atravessando sem qualquer obstáculo as vestimentas ou quaisquer outros aparatos que cubram o receptor, tais como cobertas, gesso, próteses, etc. Não há qualquer necessidade de uso de incensos, velas, essências ou quaisquer outros produtos no ambiente da aplicação ou sobre o receptor. A Sessão de Reiki pode ser conduzida por um ou mais aplicadores.

O Reiki deve ser apresentado como um dos procedimentos no rol das Práticas Integrativas e Complementares (PIC), uma vez que o termo “Terapia Alternativa” está em desuso. Por muito tempo utilizou-se as expressões “Medicina Alternativa”, “Terapia Alternativa”, dentre outras nessa mesma linha. No entanto, o termo alternativo não é indicado, pois propaga uma noção de que podemos substituir uma opção por outra, no caso a medicina convencional por outras práticas. Já a expressão “Prática Integrativa e Complementar” pode ser adotada com mais acerto, o que justificamos refletindo sobre cada parte da mesma.

PRÁTICA: O Reiki, bem como as demais PIC (ex: Yoga, Medicina Tradicional Chinesa, Medicina Ayurvédica) não devem ser referidas como técnicas, mas como práticas compostas por vários procedimentos, teoria e recursos próprios para o favorecimento da saúde, advindos de tradições de diferentes povos, algumas remontando várias décadas, outras milênios.

INTEGRATIVA: Refere-se a uma visão integral sobre o ser humano, o qual não mais é visto como unicamente um corpo material palpável, mas um ser composto por vários aspectos e dimensões interdependentes que se influenciam mutuamente para saúde ou desequilíbrio. O conceito de holístico também abarca o mesmo sentido, uma visão sobre a totalidade e relação entre as partes, sejam os aspectos sociais, psíquicos, biológicos, energéticos, espirituais.

COMPLEMENTAR: O grande mérito das PIC é ampliar a visão sobre o ser humano, complementando os recursos convencionais ocidentais, onde em parceria, seja na prevenção ou recuperação da saúde, podemos expandir o bem estar humano, geralmente com custo reduzido significativamente para a população e para gestores de serviços de saúde.

Segundo a Política Nacional das Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) as PIC compreendem sistemas e recursos envolvendo abordagens que buscam estimular os mecanismos naturais de prevenção de agravos e recuperação da saúde por meio de tecnologias eficazes e seguras, com ênfase na escuta acolhedora, no desenvolvimento do vínculo terapêutico e na integração do ser humano com o meio ambiente e a sociedade. Outros pontos compartilhados pelas diversas abordagens abrangidas nesse campo são a visão ampliada do processo saúde-doença e a promoção global do cuidado humano, especialmente do autocuidado.

 A atividade “Serviços de Reiki” está listada na Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) sob o código 8690-9/01, sendo uma das atividades que compreendem a subclasse “Atividades de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde Humana”.

A Portaria Nº 145, de 11 de janeiro de 2017, do Ministério da Saúde, em alteração aos procedimentos na Tabela de Procedimentos, Medicamentos, Órteses, Próteses e Materiais Especiais do SUS para atendimento na Atenção Básica, elenca a Sessão de Reiki como procedimento de código 03.09.05.010-3. A complexidade é Atenção Básica.

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